Olho as luzes longínquas
onde a vida acontece e se faz.
Permanentemente.
Guardo a memória do calor,
a lembrança de um olhar,
o sorriso de ouro fundido.
É quase madrugada
e o mundo pára... deixa de ouvir
as melodias do Encontro-Agora,
o brilho térreo, a vida galopante,
o tilintar dos copos felizes.
o tilintar dos copos felizes.
Horas mortas que se escondem
(e nos escondem abrigados de nada),
horas vãs, vazias, veladas.
Tudo se transforma
em bruma poeirenta e húmida,
frio caldoso de uma chuva memorável
que nunca chegou a cair.
(Troyka Manuel)